O amor que me fez escrever
É maior do que eu possa carregar, me preenche até o ponto que transborda, enche minhas mãos e escorre pelos dedos. É tão profundo e acolhedor; é penetrante e suave; é intenso e gentil. É um amor tão arrebatador que não cabe em mim. Quero grita-lo, quero canta-lo, quero distribui-lo. Quero fazer as outras pessoas sentirem como eu sinto, quero injetar nelas todo esse torpor e, extasia-las assim como eu estou. Quando fecho os olhos me sinto movida, impelida, impulsionada, me sinto crescendo, subindo, expandindo, dominando o mundo. Porém, é quando abro os olhos e te vejo em frente ao espelho que sinto meu coração saltar no peito. Te olhando nos olhos – meus olhos é que a verdade do que sinto se mostra. Despida, desarmada, iluminada, pura. O amor mais verdadeiro que encontrei, o calor mais aconchegante que me envolveu, o companheirismo mais desprovido de julgamentos que acolhi... Foi da minha própria alma.